MÁRIO VIANA FILHO VENCE QUEDA DE BRAÇO COM DANILO SIMÕES, EDSON HENRIQUE E ZÉ NEGÃO

Ontem Danilo Simões e Edson Henrique anunciaram que entregaram os cargos que tinham no governo Raquel Ryra, ambos eram assessores especiais da Casa Civil.
Um dos principais motivos para eles tomarem essa decisão foi a falta de espaço por parte do governo, vejam um trecho da nota divulgada por Danilo Simões e Edson Henrique:
“Quando aceitamos o convite para fazer parte do governo Raquel Lyra, acreditávamos que poderíamos contribuir de forma significativa para o desenvolvimento da nossa querida Afogados da Ingazeira e de toda Região do Pajeú. No entanto, a verdade é que nunca foram disponibilizados os espaços e as condições necessárias para que esse trabalho fosse desenvolvido em sua plenitude.
Durante esse período de seis meses, mesmo com todas as limitações impostas, procuramos atuar como interlocutores da população da região, visando fortalecer o projeto político e administrativo do Governo do Estado, mas não enxergamos por parte do Palácio a reciprocidade esperada.
Apesar dos nossos árduos esforços, nada mudou em relação à importância dada ao nosso Município e ao nosso grupo político, que obteve quase 10 mil votos nas últimas eleições municipais. Afogados da Ingazeira é uma cidade extremamente importante para o Estado e para a Região do Pajeú, marcada por um histórico de grande atenção dada por todos os líderes políticos de Pernambuco, mas que, infelizmente, não vem recebendo o respeito e o tratamento que merece”.
Quem saiu fortalecido nessa novela foi o gerente da Casa Civil Mário Viana Filho, haja vista que tanto Danilo Simões, Edson Henrique e o vereador Zé Negão ventilavam o desejo de que Mário Filho fosse desligado do cargo, alegaram que ele apoiou a reeleição do prefeito Sandrinho Palmeira. As lideranças da oposição mantinham expectativa de Raquel Lyra valorizar a força política do grupo, onde conseguiram quase 10 mil votos na última eleição, porém, pelo jeito Raquel valorizou mais a confiança que tem em Mário Viana Filho.
Na verdade quem aparecia e atuava com maio força na região era Mário Filho, continuando seu trabalho de articulação e trazendo ações do governo do Estado para os municípios, com isso causou a ciumeira e insatisfação de Danilo e Edson Henrique.
Mário Filho é aliado de primeira hora, ele foi a maior liderança de Raquel quando ninguém acreditava nela, outros vieram por conveniência lhe apoiar no segundo turno, outra coisa, Mário Filho mostra competência no desempenho de sua função, atuando não só em Afogados mas também em toda região.
Toda escolha tem um preço, Raquel sai dessa novela mais enfraquecida eleitoralmente, mas a forma de fazer política dela já demonstra alguns erros estratégicos que poderão custar caro tanto em Afogados como no Estado todo.
Vamos aguardar qual será o futuro de Edson Henrique, Zé Negão e Danilo Simões, antes foi até especulado que Zè Negão ou Danilo Simões poderiam ser candidatos a deputado federal pelo MDB ou outro partido da base de João Campos, vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos dessa novela.
De todo modo, na opinião desse blogueiro, a oposição de Afogados sai enfraquecida para a eleição de 2028, pois caso João Campos vença a eleição, irá apoiar algum candidato do PSB, caso Raquel vença, não teria muito ânimo para apoiar a União Pelo Povo.



